Tração animal, obras e telhas destacam-se na sessão do Legislativo
Vereadores abordam assuntos que envolvem interesses da população. Presidente Michel lembra sobre adiantamento para compra de material
PUBLICADO EM 08/09/2026 - 11:09

Câmara Municipal de Pelotas

Redação: Imprensa Câmara

Foto: Fernanda Tarnac

Data: 08/09/2026


A primeira sessão ordinária da semana no Poder Legislativo, realizada nesta terça-feira (8), presidida por Michel Promove e secretariada por Paulo Coitinho, contou com três assuntos que se destacaram – o fim da utilização de veículos de tração animal, o projeto do PAC Mobilidade, que envolve financiamento de cerca de R$ 200 milhões, e a demora para entrega de telhas às famílias que tiveram as casas atingidas durante os extremos climáticos recentes – com a lembrança, de parte do presidente, do repasse de R$ 500 mil de antecipação do duodécimo da Câmara à Prefeitura para aquisição de material a quem teve a moradia danificada.


A vereadora Marisa Schwarzer anunciou que o fim da utilização de veículos de tração animal em Pelotas é tema prestes a ser decidido pelo projeto que tramita na Assembleia Legislativa, pelo que está em pauta no Congresso Nacional ou por matéria de iniciativa do Município. Ação Civil Pública, de autoria de uma ONG, busca o fim da tração animal, judicialmente. Duas liminares já apresentaram decisão a favor. A parlamentar salienta que, além do bem-estar dos equinos, deve ser considerado, com prioridade, o sustento das famílias que realizam essa atividade para se manter. “O Município deve fazer cadastro socioeconômico e prevê, durante a transição, auxílio recomeço pago uma vez, auxílio mensal por seis meses e disponibilização de veículo elétrico para coleta de material para reciclagem às famílias. É preciso garantir trabalho, meio de sustento, não deixar as pessoas desamparadas.”


Miriam Marroni pronunciou-se em defesa do projeto que tramita no Legislativo, do PAC Mobilidade, que prevê financiamento de cerca de R$ 200 milhões para iniciativas de infraestrutura, como a construção de viaduto na avenida Fernando Osório com Salgado Filho e 25 de Julho, pavimentação do Caminho do ônibus, obras em avenidas estruturantes e substituição do transporte coletivo por ônibus elétricos. “Há colapso na infraestrutura. É impossível sobreviver de tapa-buracos. Pelotas parou no tempo. O juro do financiamento não é o de mercado, é menor, 6%. O empréstimo tem carência e as contrapartidas da Prefeitura são de acordo”, observou a vereadora, fazendo um apelo à Câmara para agilizar a aprovação da matéria, com argumento que o atraso está trazendo problemas à população.


O vereador Cauê Fuhro Souto afirmou que de cada dez pessoas em Pelotas sete rejeitam o atual governo do Município. “A Prefeitura, agora, tenta manchar a imagem do Legislativo. Por que o prefeito quer empréstimo se é amigo pessoal de Lula? O dinheiro já era para estar aqui, como em outras localidades do PT, São Lourenço, Bagé, Rio Grande. A cidade já está endividada. A ideia é endividar mais? Por que Lula não manda os R$ 200 milhões? A única obra deste governo atual foi reforma de um banheiro público, com participação da iniciativa privada.” Depois dos questionamentos e comentários, o parlamentar ainda perguntou: Por que a urgência em período eleitoral?


O vereador César Brisolara reportou-se à demora para entrega de telhas às famílias que tiveram as casas atingidas pelos fortes eventos climáticos recentes. A cidade conta, ainda, com grande número de moradias destelhadas, principalmente, na Gotuzzo, Guabiroba, parte da Farroupilha e no Balneário dos Prazeres. “Para esta semana, há mais previsão de chuvas. Os pedaços pequenos de lonas entregues são adequados para cobrir móveis, não telhados. A Defesa Civil, uma das mais importantes secretarias do governo, está fazendo política, não atende ao telefone, não dá retorno às pessoas. Quando entregam telhas para alguns, falam em candidatos. Isso é utilização da máquina pública para política ideológica. As pessoas estão sofrendo e não estão entregando as telhas porque não querem, embora receber esse material seja um direito dos atingidos.”


O presidente da Câmara, vereador Michel Promove, lembrou que o montante de R$ 500 mil, repassado à Prefeitura como antecipação de devolução do duodécimo do Legislativo, já está na conta do Município há algumas semanas e que o acordo feito dava conta de sua utilização para aquisição de telhas e materiais prioritários às famílias que tiveram as casas atingidas pelos extremos climáticos.





Qual o seu nível de satisfação com o atendimento da Câmara?

Satisfação Quantia
Muito Insatisfeito 4
Insatisfeito 0
Neutro 0
Satisfeito 0
Muito satisfeito 0