Câmara Municipal de Pelotas
Redação: Imprensa Câmara
Fotos: Paulo Ferreira - Baiu
Data: 06/08/2026
A última sessão ordinária da semana, na manhã desta quinta-feira (6), presidida por Michel Promove e secretariada por Paulo Coitinho, teve a segurança pública como assunto de destaque nas manifestações de vereadores na tribuna, seguido por comentários acerca do anúncio do Município sobre obras de porte na infraestrutura viária da cidade.
O vereador Daniel Fonseca, registrando cumprimentos ao Batalhão de Choque, relatou que policiais evitaram, na quarta-feira (5), assalto à residência com provável sequestro de empresário da cidade e/ou sua família. Bandidos estavam prontos para entrar na casa, quando chegou a viatura do Choque e conteve as ações criminosas, prendendo os infratores, evitando a crueldade com a família e a subtração de bens. “A Polícia merece confiança, respeito e carinho, pelo empenho e dedicação que as leva a salvar vidas.”
O vereador Éder Blank também elogiou o Batalhão de Choque e, prosseguindo com o tema, falou sobre a segurança pública na zona rural, informando que a área tem passado por uma verdadeira onda de assaltos a moradias, propriedades e estabelecimentos, com grandes prejuízos. “A colônia já sofre muito com a falta de manutenção da infraestrutura de estradas e pontes. Agora, enfrenta a insegurança. Bandidos invadem, danificam tudo e carregam o que conseguem, como eletrodomésticos, eletrônicos, utensílios e até mantimentos.” O parlamentar solicitará à Secretaria de Segurança Pública do Município a designação de mais uma equipe da Guarda Municipal para atuar na zona rural. À Brigada Militar, pedirá reforço na atuação noturna, com blitz para fiscalização de porta-malas de veículos e com a intenção de prevenir a criminalidade.
A vereadora Fernanda Miranda registrou a necessidade de manutenção na frente da Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Saldanha da Gama, no Areal, onde há buracos que represam a água da chuva, dificultando o acesso ao estabelecimento. Sobre segurança, salientou a importância da prática de um plano de ação imediata em ocorrências, pelas secretarias de Educação e de Segurança Pública, lembrando que a escola do Dunas passou por três arrombamentos recentes. A parlamentar registrou a passagem do Dia Nacional dos Profissionais da Educação, classificando-os como responsáveis pelo funcionamento das escolas e falou sobre a luta para que todas as categorias recebam o reconhecimento e o piso nacional.
O vereador Paulo Coitinho também manifestou cumprimentos ao Batalhão de Choque e deteve-se ao anúncio do Município sobre os R$ 200 milhões para obras de mobilidade. “O projeto vai passar pela Câmara. O crédito contraído não será pago nesta gestão. A matéria tem que ser muito bem analisada pelos parlamentares, com critérios, atenção. O governo municipal precisará da aprovação do Legislativo para fazer o empréstimo e acessar a linha de financiamento.” Coitinho lembrou-se do empréstimo de R$ 125 milhões aprovado pelos parlamentares para o Município investir em saneamento básico. Pede clareza e informações atualizadas sobre o investimento feito até agora.
O vereador César Brisolara disse que a Câmara vai tratar o assunto como um financiamento e que é necessário o conhecimento sobre todos os detalhes, para possibilitar avaliação criteriosa. Lembrou que a ex-prefeita Paula Mascarenhas, logo após a enchente de 2024, quando a cidade ficou bastante comprometida, apresentou à apreciação da Câmara o pedido de linha de crédito. Era uma situação extraordinária e o financiamento não estava planejado. “Lembro-me do que foi dito pelos vereadores e muitos foram críticos, embora os recursos fossem para reconstrução. É preciso a mesma coerência.”
O vereador Marcos Ferreira comentou que o projeto sobre a linha de crédito para as obras viárias ainda não chegou à Câmara e que deve haver grande e dedicada reflexão sobre o assunto, tratando-o dentro dos critérios da legalidade. Falou sobre a Equatorial Distribuidora de Energia, criticando a desordem que provoca na cidade. “Há troca de postes sem comunicado à população, que acaba passando horas, até um dia inteiro, sem luz nas residências ou comércios. Além disso, equipes fazem estragos nas calçadas e não retornam para os reparos, sem falar na falta de iluminação pública provocada.” Vai elaborar projeto de lei, tornando obrigatório à empresa deixar as calçadas recuperadas e a iluminação funcionando.