Câmara Municipal de Pelotas
Redação: Imprensa Câmara
Foto: Paulo Ferreira (Baiu)
Data: 11/08/2026
A primeira sessão ordinária da semana, no Legislativo, nesta terça-feira (11), coordenada pelo vice-presidente Marcelo Bagé e secretariada por Paulo Coitinho, contou com diversas manifestações na tribuna. O assunto dominante foi o saldo deixado pelo ciclone extratropical que passou pela região e pela cidade, na quinta-feira (6), provocando destruição e vultosos prejuízos, requerendo resposta imediata de força-tarefa de serviços públicos e de voluntários.
O vereador Paulo Coitinho informou que registros formais da Defesa Civil contabilizaram mais de 300 contatos de pessoas pedindo apoio para recuperar danos em suas moradias. “Caíram árvores, postes, prédios, redes, muros, além de centenas de destelhamentos. Várias cidades, fora Pelotas, foram seriamente atingidas, a exemplo de Pedro Osório e Santa Vitória do Palmar. Destaco a solidariedade, o mutirão de ajuda que se formou em diversas localidades.” O parlamentar também fez referências à audiência pública realizada na Câmara, na noite de segunda-feira (10), por requerimento de sua autoria, sobre a Campanha da Fraternidade 2026, com o tema Fraternidade e Moradia. Houve participação de católicos, anglicanos, evangélicos, espíritas e representantes religiosos de matriz africana.
Marcos Ferreira manifestou reconhecimento à mobilização da Câmara diante do saldo deixado pelo temporal. A Mesa Diretora, o presidente Michel Promove e diversos parlamentares acompanharam suas comunidades na reconstrução, fora a devolução das economias do duodécimo do Legislativo ao Município, de R$ 500 mil, para aquisição de telhas e materiais necessários. “A Defesa Civil está organizada, incansável, solidária, assim como muitos empresários que colaboram”, afirmou o vereador, criticando pré-candidatos que atuaram como “aproveitadores da situação para se promover”.
O vereador Cristiano Silva criticou a Equatorial Distribuidora, pela demora no atendimento para normalizar o fornecimento de energia na cidade e na zona rural. Lembrou que, em 2023, situação semelhante também privou milhares de consumidores, por prolongados períodos, do abastecimento de energia elétrica, contabilizando grandes prejuízos. Falou que existem muitas árvores comprometendo redes de fiação e cobra da Secretaria de Qualidade Ambiental e da Equatorial as supressões ou podas indispensáveis para evitar transtornos maiores.
O vereador César Brisolara comentou que boa parte da cidade sofreu os efeitos do ciclone, que provocou perdas totais, danos e devastação. Para o parlamentar, é preciso voltar as atenções ao enfrentamento de agenda climática que chega mais rápida, antes das projeções. O Município não tinha se preparado, errou na previsão, não foi avisado a tempo. Sobre a limitação para aquisição de telhas para moradias atingidas, por conta de antiga dívida da Prefeitura, lembrou do governo ter anunciado, há algum tempo, o pagamento de todas as contas anteriores. “Foi dito pelo próprio governo que tudo estaria pago. Muitos lugares ainda não receberam telhas e esperamos que a Defesa Civil possa dar a resposta entregando material e divulgando os locais da distribuição. Planejamento e informação são muito importantes.”
O vereador Cauê Fuhro Souto reportou-se a problemas na área da saúde. Disse que o agendamento feito via sistema de Regulação não segue prioridades. O parlamentar anunciou ter constatado que eletivos passam na frente de urgências na fila do SUS em Pelotas. Exemplificou, citando um caso específico de pessoa que consultou numa Unidade Básica de Saúde e teve o exame imediatamente marcado e feito. “Queremos saber quem está passando casos não prioritários na frente dos urgentes”.