Câmara Municipal de Pelotas
Redação: Assessoria vereador Tauã Ney
Data: 07/08/2026
Revisão e edição: Imprensa Câmara
O presidente da Comissão de Saúde do Legislativo, vereador Tauã Ney, anunciou que está comunicando ao Ministério Público (MP) a descontinuidade de tratamento de pacientes oncológicos, face à falta de medicação específica. A iniciativa visa apurar responsabilidades e regularizar o fornecimento de medicamento quimioterápico às Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) do município.
Outros vereadores também registraram, durante as sessões plenárias da semana, a carência de medicação. A iniciativa de Tauã Ney, de acionar o órgão fiscalizador, é motivada por relatos de pacientes e familiares sobre frequentes suspensões de tratamento agendado, devido à falta de medicação quimioterápica. As interrupções de quimioterapia comprometem a saúde e as chances de cura das pessoas diagnosticadas com câncer, segundo avaliação do parlamentar.
"Não podemos admitir que pacientes em tratamento oncológico fiquem sem a medicação. O tratamento de câncer tem um tempo certo, programado, e cada dia de atraso gera impacto irreversível na vida dessas pessoas", destaca o vereador Tauã Ney.
A
interrupção e o atraso nas sessões de quimioterapia comprometem
a sobrevida dos pacientes.
Estudos científicos publicados na literatura médica internacional,
como no British Medical Journal (BMJ), apontam que o
atraso de apenas quatro semanas no início ou na continuidade do
tratamento oncológico pode aumentar em até 10% o risco de morte. A
irregularidade na
medicação permite que células cancerígenas se desenvolvam com
maior rapidez, além de favorecer a metástase e criar resistência
aos fármacos empregados. Dados
do Instituto Nacional de Câncer (Inca)
e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) confirmam que
o diagnóstico precoce, aliado ao tratamento contínuo e sem
interrupções, garante taxas de cura que variam de 90% a 95% nos
tipos mais comuns de tumor em estágios iniciais, como os de mama,
próstata e colo do útero.
O
vereador Tauã Ney lembra que a Lei
Federal 2.732/2012 (Lei dos 60 dias)
resguarda o direito dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)
de iniciarem o tratamento no tempo adequado, justamente devido à
janela de oportunidade terapêutica que se reduz a cada dia de
espera.
“Não
estamos falando de um procedimento eletivo, mas
de tratamento contra uma doença
agressiva. Câncer é a
segunda doença que mais mata no Brasil. Ficar sem a medicação para
quimioterapia é tirar das pessoas a chance real de vencer. Nessa
luta, cada minuto importa”, afirma
o parlamentar.
A
representação junto ao MP objetiva
que o órgão interceda junto aos gestores de saúde e aos hospitais
prestadores de serviço para a regularização imediata do estoque e
o restabelecimento do atendimento normal aos usuários do Sistema
Único de Saúde (SUS) em Pelotas.