Colonoscopia pelo SUS tem 11 mil pessoas na fila em Pelotas
Vereador cobra alternativas urgentes para solucionar o problema
PUBLICADO EM 02/09/2026 - 12:19

Câmara Municipal de Pelotas

Redação: Imprensa Câmara

Foto: Fernanda Tarnac

Data: 02/09/2026


Diversos assuntos foram abordados na sessão plenária desta quarta-feira (2) na Câmara, presidida por Michel Promove e secretariada por Paulo Coitinho. A informação do presidente da Comissão de Saúde, vereador Tauã Ney, sobre a existência de 11 mil pessoas na fila de espera para realização de colonoscopia, via Secretaria Municipal de Saúde, confronta-se com a constatação de aumento de casos de câncer de colo retal em público jovem de 25 a 45 anos, segundo artigo sobre estudo científico, com dados a partir de 1990, publicado pelo oncologista clínico Fernando Maluf.


De acordo com relatos do vereador Tauã Ney, o câncer de colo retal era mais comum em idosos. “Diante da realidade atual, dando conta do aumento progressivo de casos em jovens, a situação se torna muito preocupante. A prevenção sempre é a principal arma para enfrentamento de doença oncológica. Para colo retal, o indicado para detectar e prevenir é a colonoscopia. Onze mil pessoas na fila, à espera do exame, é um quadro que tem de ser revertido com urgência. É preciso alternativa”, frisa o parlamentar.


Tauã Ney está encaminhando pedido de informações à Secretaria de Saúde e antecipa que, entre as medidas imediatas que podem ser adotadas, estão convênios com a iniciativa privada ou estabelecimentos filantrópicos. “O que o Município está fazendo para resolver? Pessoas que detêm a caneta, o poder sobre o orçamento, têm que se mostrar mais sensíveis”, argumenta, salientando que o oncologista Fernando Maluf, renomado profissional brasileiro, indica o acesso à informação – prevenção – como primeiro passo para enfrentamento da doença. O câncer de colo retal é agressivo e letal.


Outras manifestações


A vereadora Fernanda Miranda reportou-se a uma expressão utilizada por servidor da UFPel, denotando racismo, em e-mail a um grupo de trabalho da própria instituição. A parlamentar defende que a Universidade deva abrir processo administrativo disciplinar sobre o fato. Outro assunto abordado referiu-se ao caso Marcos Nornberg – produtor morto em operação policial realizada pela Brigada Militar, em janeiro, na zona rural de Pelotas, na residência da própria vítima fatal. Salientou que o Estado fixou o dia 15 deste mês como prazo limite para encerramento do processo que já tramitou pela Justiça Militar, Ministério Público e Polícia Civil. Fernanda Miranda relatou a situação por que passa a família – dor, tristeza, falta de amparo e expectativa que a justiça seja feita.


O vereador Marcelo Bagé comemorou a chegada de duas patrolas, duas retroescavadeiras, uma pá-carregadeira e uma escavadeira hidráulica do Ministério da Agricultura para recuperação de estradas rurais e vias urbanas de Pelotas. O parlamentar é autor da solicitação, encaminhada via deputado federal, de duas máquinas. Em março, na Superintendência do Ministério, em Porto Alegre, foi instruído que os equipamentos só poderiam ser liberados, no período de defeso eleitoral, se houvesse decretação de emergência municipal, se a zona rural fosse atingida por extremos climáticos, e se concretizasse reconhecimento da emergência pela Defesa Civil. “Pedimos articulação política, divulgamos os requisitos e a Prefeitura ouviu.”


A vereadora Miriam Marroni abordou o projeto do fim da jornada 6x1, que se encontra no Senado, salientando a importância da aprovação de nova escala para os trabalhadores. “O modelo 6x1 escraviza as pessoas. É um regime insalubre, que afeta a saúde física e mental.” Sobre a fila de espera por colonoscopia, disse que o câncer pode ser detectado, também, por exame de sangue e que a Secretaria de Saúde aumentou a disponibilidade dos dois meios. Esclareceu que o ranking publicado sobre números relacionados à Saúde em Pelotas é referente ao ano de 2023.


O vereador César Brisolara atribuiu o envio de e-mail de cunho racista, por trabalhador da UFPel, a sentimento de impunidade. Lembrou que a cidade foi construída por mão escrava e que um servidor público tem que ter essa consciência de origens. Pediu à Universidade para ser exemplar na punição. Na área da Saúde, informou que, em visita ao Fraget, constatou a precariedade de atendimento, com receptividade até mesmo inadequada aos pacientes. “As pessoas não têm mais aonde recorrer. É preocupante.”


Daniel Fonseca comentou sobre denúncias de moradores do Balneário dos Prazeres sobre a falta de entrega de telhas pela Defesa Civil para reparos nos telhados atingidos pelos temporais. “Há pessoas com medo quanto à possível volta da chuva. A Defesa Civil tem que reforçar as equipes, pôr mais gente para atender a população. Há pouca agilidade, demora.”


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